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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Mega Bar Mitzvah


Calma! Não se empolguem! Estas são pernas de alguns dos hassidim que compareceram ao Bar Mitzvah do jovem Sholom Rokeach, filho do Rebbe Aharom Mordechai Rokeach shlita, filho do quinto Rebbe Belz, Yissachar Dov Rokeach shlita.

A cerimônia se deu no último dia 20 de Adar I (26 de fevereiro) em Katamon, Jerusalém. Uma festa para 15.000 convidados não seria comportada dentro do Belz Central, portanto, mãos a obra! Uma gigantesca estrutura foi montada na rua com uma vasta arquibancada e telões para os espectadores que não conseguissem entrar no mega salão. Tamanha grandiosidade não é a toa; o pequeno Sholom é o filho mais velho do Rebbe Aharom M. Rokeach e poderá vir ser o sétimo Rebbe Belz, b’ezrat H’.

O movimento Hassidico Belz recebe o nome da cidade onde se originou, em meados da primeira metade do século XIX. A pequena cidade de Bels, a Oeste da Ukrania, possuía uma comunidade judaica grande, cerca da metade de seus 6.000 habitantes. O movimento teve seu início em 1817 quando o primeiro Rebbe, Sholom Rokeach zt’l, ergueu a Grande Sinagoga de Belz, inaugurada em 1843, porém destruída na Segunda Guerra. Esta quase pôs fim aos hassidim de Belz. As tropas da Gestapo tinha o líder do movimento, o então quarto Rebbe Aharom Rokeach (1877-1926) em sua lista de procurados. Fugir do clima hostil da Europa e da perseguição nazista não foi nada fácil. Infelizmente muitos não conseguiram escapar das mãos da Gestapo. Os mais afortunados ou agraciados conseguiram refugiar-se nos Estados Unidos, Rússia e Hungria. O Rebbe Aharom Rokeach e seu irmão mais novo, Rabbi Mordechai de Bilgorai, conseguiram refúgio na Hungria e de lá partir para Budapeste até que a Agência Judaica conseguisse autorizaçã para que entrassem na Palestina.

Chegando em Israel o movimento é restabelecido em Tel Aviv. O Rebbe Aharom e seu irmão contraíram novos casamentos, uma vez que haviam perdido toda a família na Guerra. Contudo apenas Rabbi Mordechai concebe um filho, o qual recebeu o nome de Yissachar Dov Rokeach, quinto e atual Rebbe Belz desde 1966.

Hoje, o movimento Hassidico Belz é um dos mais crescentes em Israel. Mantendo Yeshivah em Tel Aviv, Bnei Berak e em Jerusalém e ainda uma grande representação nos Estados Unidos, tem se afirmado como uma tradicional corrente Hassidica. Possui Beit Din próprio e desde 1950 tem instalada sua corte no bairro de Katamon em Jerusalém. Os Belz também investem em ações beneficentes como assessoria jurídica e clínicas públicas em Israel e nos EUA.

Parabéns, pequeno Sholom! Que seu futuro seja tão brilhante quanto o passado de sua família.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

XVII Festival da Cultura Judaica do Recife

Por Kleiber Lustosa

Entre os dias 09 e 11 últimos foi realizado o XVII Festival da Cultura Judaica do Recife com o tema Chanuká – A Festa das Luzes. O evento foi promovido pela Federação Israelita do Recife com o apoio da prefeitura. Como parte do calendário cultural da cidade, o Festival tem ganhado espaço na mídia e já faz parte do roteiro turístico e das programações de lazer da sociedade metropolitana recifense.

Dentre as atrações, o Festival promoveu, na sede da Federação Israelita, oficinas de dança, canto, artesanato, culinária, palestras sobre Judaísmo e atualidades de Israel. As atividades das oficinas contou com o apoio dos professores do Colégio Israelita Moysés Chvarts.

Pela segunda vez se realizou a Mostra de Filmes Judaicos que este ano contou com duas produções americanas lançadas em 2007: Eu nunca te Esqueci, sob a direção de Richard Trank, que conta a vida do arquiteto judeu austríaco Simon Wiesenthal; e Escritores da Liberdade, sob direção de Richard LaGravenese, que exibe o conflito da intolerância em adolescentes criados em meio a tiroteios e violência e a proposta de professores em mudar essa realidade por meio da voz das vítimas dos agressores.

O Festival contou com a tradicional Feira Cultural e Gastronômica realizada na rua Bom Jesus, antiga Rua dos Judeus, no bairro do Recife Antigo, onde no século XVII era o reduto comercial judaico no período holandês. A Feira expôs trabalhos realizados pelas diversas entidades da Comunidade como Colégio Israelita Moysés Chvarts, Wizo, Naamat, Habonim Dror, Yachad, Beit Chabad, Synagoga Israelita do Recife; e contou com a participação de artistas e ativistas da Comunidade como o Chazan Isaac Essoudry com sua exposição de artigos litúrgicos e artefatos em bronze, Rav Eliezer Saba e sua esposa com chalot, Arão Schver e Diógenes Azevedo com doces e salgados tradicionais.

O Festival trouxe mais uma vez ao palco da feira a cantora e compositora Regina Karlik, de São Paulo, que veio a repetir a dose do sucesso do ano anterior. Se apresentaram os grupos de dança Leaká Atzlachá e Leaká Shalom, o gaitista Geraldo Azoubel, o pianista Fernando Müller, conjunto de cordas Kleizmer e as cantoras Sofia Khozminsky e Geni Katz.